Teatro Timochenco Wehbi em São Caetano

Teatro Timochenco Wehbi em São CaetanoTeatro Timochenco Wehbi em São Caetano do Sul,  também é conhecido como Teatro da Fundação, pois fica localizado na sede da Fundação das Artes de São Caetano do Sul.

O local conta com 140 lugares e é ocupado tradicionalmente pelas produções artísticas das escolas da fundação e peças teatrais de pequeno porte.



Timochenco Wehbi

Timochenco Wehbi, conhecido no meio teatral como Timó, foi um dramaturgo e sociólogo brasileiro.

Acompanhando ativamente a movimentação teatral no ABC paulista na década de 1960, fundou em 1968, com outros artistas, o Teatro da Cidade, em Santo André.

Sua primeira peça encenada viria em 1970. O diretor Emilio di Biasi leva aos palcos A Vinda do Messias, com Berta Zemel.

Em 1973 estréia seu maior sucesso, A Dama de Copas e o Rei de Cuba. O ambiente dos cortiços paulistanos ganha montagens em todo o Brasil e até em Lisboa.

Em 1974, é a vez de A Perseguição (ou O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene), um texto que explora o absurdo.

Ainda em 1974, Palhaços, uma disputa nos bastidores de um circo em decadência, estréia.

Em 1975, Antônio Abujamra monta sua peça Bye Bye Pororoca.

Em 1977, seu texto As Vozes da Agonia — ou Santa Joana d'Arc ou Santa Joaninha e Sua Cruel Peleja Contra os Homens de Guerra, Contra os Homens d'Igreja — obtém menção honrosa do Prêmio Anchieta.

A obra, que leva para o sertão nordestino a saga de Joana d'Arc, continua inédita nos palcos.

"Timó" escreveria ainda Morango com Cantilly e Curto-Cirtuito. Morreu aos 43 anos.

Fundação das Artes

A FASCS - Fundação das Artes de São Caetano do Sul - atende ao público com o ensino de artes (sua produção artística é derivada diretamente da atividade pedagógica) e é regida por um Conselho de Curadores, e sua administração direta fica a cargo da Direção Geral.

Teatro Timochenco Wehbi em São Caetano Pelos recursos pedagógicos, a FASCS tem duas vertentes: a Iniciação e a Formação Artística.

A 1ª procura o aprimoramento de crianças de 5 a 10 anos, pelo autodomínio e desenvolvimento da percepção, do controle motor, da criatividade e convivência.

Já a 2ª visa à orientação para preparar artistas nos seus vários campos de atividade.

História da FASCS

Em 1968, o prefeito de São Caetano do Sul, Walter Braido, convidou Milton Andrade para idealizar um projeto de um polo cultural no município.

Como o lema da gestão de Braido era “São Caetano do Sul, onde a escola não é problema”,  Andrade propos criar uma escola de artes, onde se pudesse promover a formação de artistas nas áreas de música, dança, teatro e artes visuais.

A aceitação do projeto por Braido foi imediata e, assim, começava a nascer a Fundação das Artes de São Caetano do Sul, da qual Milton foi nomeado diretor geral, cargo que ocupou por 14 anos (em outro momento foi, também, secretário executivo do Departamento de Educação e Cultura da Prefeitura).

Dava-se, dessa forma, o encontro entre a vontade política demonstrada por Braido e a paixão pela arte e sua expressão social de um dos principais líderes artísticos do Grande ABC, Milton Andrade.

Inicialmente, o projeto foi pensado como um centro de formação de artistas e, em 25 de abril de 1968 é, então, inaugurada a Fundação das Artes de São Caetano do Sul, sendo implantados os cursos de música (abril), teatro (junho) e artes visuais (outubro).

No ano seguinte foi a vez do curso de dança.

A representatividade, conquistada logo de início junto aos admiradores da arte no ABC, colocou a FASCS em posição de referência artística de ensino.

No início da década de 80, além da dificuldade financeira, a Fundação passa pela crise do desinteresse de novos alunos a se candidatar aos cursos oferecidos pela instituição. “Há um objetivo central que é claro: criar e manter escolas de arte”, dizia Andrade.

Como esperado por ele mesmo, foi neste momento de desafios que, depois de dirigir a FASCS durante 14 anos, Milton Andrade é demitido por Braido, em 1983.

O indicado para direção geral da FASCS foi o professor de música Roberto Manzo.

Numa tentativa de virada, para superação da(s) crise(s), em 1985, a instituição estava pronta para um salto muito importante: o lançamento dos cursos profissionalizantes.

Esses cursos são implantados nas escolas de música (dois: habilitação em instrumento e em canto) e na de teatro (apenas habilitação profissional de ator, hoje, técnico em arte dramática).

Dezenas de artistas passaram por eles no último quarto de século, espalhando-se por todas as áreas de criação a que as respectivas habilitações permitam.

E o efeito benéfico foi o de, antes de tudo, espalhar e marcar o bom trabalho realizado na FASCS. Uma das – bem-vindas – consequências disso foi a incursão de nossos ex-alunos, uma vez formados, no território da pedagogia da arte.

Foi assim que começou a ser cada vez mais comum recebermos, como professores, artistas que aqui vieram, em primeiro lugar, para aprender.

Na direção da Entidade sucedem-se, após Roberto Manzo (1983/1989), Dulce Junquetti (1989/1996) e Maribel Marana (1997/1999).

Foi durante a gestão desta que a FASCS completou seus trinta anos de existência e que adotou-se um plano de ação global intitulado 

Os próximos trinta anos, com a finalidade de encarregar-se do planejamento das atividades que poderiam difundir, ainda mais e melhor, a produção artística que já existia e propiciar o desenvolvimento de outras mais.

Assim, um grupo de funcionários e professores começou a trabalhar.

Dessa iniciativa surgiria o Setor de Projetos. desenvolvendo mais cursos livres, festivais, mostras, reestruturação de grade curricular, um congresso nacional, programas de incremento artístico, organismos de prática ligados às escolas (acrescendo-se aos que existiam previamente), núcleos de pesquisa, programas de desenvolvimento sociocultural, dentre outras atividades.     

A expansão daquele Setor (hoje, Coordenadoria de Projetos Culturais) contou com o apoio do diretor geral seguinte, maestro Antonio Carlos Neves Pinto (1999/2008), o qual consolidou e permitiu ampliar as mudanças que vinham sendo implantadas.

Através dessa década, investiu-se na ideia de que anunciar nossos produtos e serviços era quase tão importante quanto realizá-los.

Em 2009, o então prefeito, José Auricchio Junior, implantou uma reforma administrativa, criando a Secretaria de Cultura.

Com isso, todas as ações culturais do município passaram a ser centralizadas, a fim de criar um plano timochenco wehbi para a área.

No conjunto dessas mudanças, a então Secretária de Cultura, Adriana Sampaio acumulou cargos, mantendo-se como Diretora da FASCS até agosto daquele ano.

Em importantes ações, novas diretrizes foram adotadas, contribuindo para que a Instituição ganhasse uma feição mais profissional e competitiva no mercado de ensino de Arte, suprindo demandas de infraestrutura, além de reorganizar e incrementar os recursos de que a Instituição já dispunha.

A partir de agosto de 2009, a Secretária coloca como diretora geral da FASCS a atriz e gestora Liana Crocco, funcionária de carreira, artista e especialista em Gestão Cultural.

É interessante notar que dois dos últimos diretores gerais, um músico e uma atriz, mantém uma característica comum: ambos são artistas formados pela FASCS.

Certamente, possuem, ambos, formação externa à Fundação, porém é marcante, para nós, que dois de seus ex-alunos tenham atingido um cargo elevado de direção.

A FASCS é das mais antigas instituições dedicadas ao ensino de arte, em contínua atividade, no Estado de São Paulo. Isso é decorrência da história, que não tem como ser realmente planejada.

Teatro Timochenco Wehbi em São Caetano
Endereço:
Visconde de Inhaúma, 730 - Cidade São Caetano do Sul - SP
Telefone: (11) 4239-2020 

Site Oficial: www.fascs.com.br




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