{"id":1391,"date":"2013-04-01T00:40:48","date_gmt":"2013-04-01T03:40:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrasaocaetano.com.br\/noticias\/?p=1391"},"modified":"2013-08-12T12:43:21","modified_gmt":"2013-08-12T15:43:21","slug":"em-sao-caetano-tem-um-taxi-para-cada-466-habitantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrasaocaetano.com.br\/noticias\/em-sao-caetano-tem-um-taxi-para-cada-466-habitantes\/","title":{"rendered":"Em S\u00e3o Caetano tem um t\u00e1xi para cada 466 habitantes"},"content":{"rendered":"<p>O Grande ABC tem um t\u00e1xi para cada 1.703 habitantes. A propor\u00e7\u00e3o \u00e9 baixa em compara\u00e7\u00e3o com a Capital, onde cada ve\u00edculo atende, em m\u00e9dia, 336 passageiros. Ao todo, 1.472 motoristas prestam esse servi\u00e7o na regi\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o da cidade de Rio Grande da Serra, que n\u00e3o informou os dados. O c\u00e1lculo foi feito com base nas informa\u00e7\u00f5es habitacionais do Censo 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a quantidade de taxistas \u00e9 mais baixa no Grande ABC em raz\u00e3o da demanda reduzida. O crescimento da frota de autom\u00f3veis particulares e o pre\u00e7o elevado cobrado pela corrida s\u00e3o fatores que afastam os usu\u00e1rios. Na regi\u00e3o, a bandeirada &#8211;\u00a0valor\u00a0cobrado no in\u00edcio do trajeto &#8211; custa R$ 4.<\/p>\n<p>Na bandeira 1, entre 6h e 20h, o quil\u00f4metro rodado sai a R$ 2,25. Na bandeira 2, a taxa \u00e9 de R$ 2,70. Em ambos os hor\u00e1rios, a hora parada vale R$ 23,70.<\/p>\n<p>Na Capital, os problemas s\u00e3o os mesmos. No entanto, as caracter\u00edsticas econ\u00f4micas e culturais da cidade estimulam o uso do t\u00e1xi. &#8220;Essa \u00e9 uma atividade historicamente ligada ao turismo. Em S\u00e3o Paulo, o uso \u00e9 mais intenso em fun\u00e7\u00e3o da grande quantidade de\u00a0empresas, que s\u00e3o visitadas por pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo&#8221;, diz o engenheiro de tr\u00e1fego e transporte Hor\u00e1cio Figueira.<\/p>\n<p>Outro fator que impulsiona o servi\u00e7o na Capital, comenta Figueira, \u00e9 a dificuldade para estacionar, principalmente no Centro e em outras regi\u00f5es com grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas, como Avenida Paulista, Vila Ol\u00edmpia e Itaim Bibi. Nesses locais, o valor cobrado pela hora chega a quase R$ 20. A vida noturna da metr\u00f3pole tamb\u00e9m faz com que muitos optem em voltar de t\u00e1xi para casa.<\/p>\n<p>Para o engenheiro, a redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da corrida iria atrair passageiros e retomar a cultura do uso desse meio de transporte. &#8220;Com pouca demanda, os taxistas querem ganhar em uma corrida o valor que compense o tempo que ficaram parados.&#8221;<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Figueira, uma solu\u00e7\u00e3o para baratear a tarifa \u00e9 diminuir o luxo. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 necessidade, por exemplo, de utilizar ve\u00edculos sofisticados, com ar condicionado e internet a bordo. Poderiam criar o t\u00e1xi normal e o luxo. Quem quiser servi\u00e7o de n\u00edvel mais alto, que pague mais&#8221;, sugere. O especialista faz um comparativo com o setor a\u00e9reo. Segundo a Anac (Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil), os pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas ca\u00edram 43% entre 2002 e 2011, enquanto a procura por passagens no mesmo per\u00edodo teve alta de quase 200%.<\/p>\n<p><strong>Usu\u00e1rios optam por ve\u00edculos particulares, \u00f4nibus ou trem<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Passageiros do Grande ABC optam por utilizar ve\u00edculos particulares ou o transporte coletivo para se deslocarem pela regi\u00e3o. O t\u00e1xi \u00e9 utilizado em \u00faltimo caso, como em emerg\u00eancias ou trajetos mais longos.<\/p>\n<p>&#8220;Se vou para uma balada em S\u00e3o Paulo, prefiro esperar o dia amanhecer e voltar para casa de trem do que pagar caro pelo t\u00e1xi&#8221;, garante a promotora de vendas Sheila de Souza, 37 anos. A assessora jur\u00eddica D\u00e9bora L\u00facia de Lima, 28, tamb\u00e9m utiliza a ferrovia para ir da Capital a Santo Andr\u00e9. Ao chegar na esta\u00e7\u00e3o, opta por carona.<\/p>\n<p>A auxiliar administrativa Alessandra Santos Silva, 25, usa o carro pr\u00f3prio como meio de transporte. Para ela, o principal problema dos t\u00e1xis \u00e9 a demora. &#8220;Se voc\u00ea precisar chamar de madrugada, vai levar muito tempo para chegar. \u00c9 at\u00e9 perigoso ficar esperando&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p>Mesmo com as reclama\u00e7\u00f5es, os taxistas se dizem satisfeitos com o mercado. &#8220;Ultimamente temos muito servi\u00e7o. \u00c0s vezes falta at\u00e9 carro para atender todo mundo&#8221;, relata Ant\u00f4nio Carlos Pires da Silva, 52.<\/p>\n<p>O\u00a0presidente\u00a0do Sindicato dos Taxistas Aut\u00f4nomos do Grande ABC, Odemar Ferreira, \u00e9 contra a cria\u00e7\u00e3o de novas vagas. &#8220;Se colocarem mais carros, vai faltar servi\u00e7o. Muitas vezes o povo v\u00ea o ponto vazio, mas \u00e9 porque os t\u00e1xis est\u00e3o parados no tr\u00e2nsito&#8221;, justifica. Ferreira avalia que a quantidade atual de profissionais \u00e9 at\u00e9 elevada, se considerado o n\u00famero de passageiros.<\/p>\n<p><strong>Cons\u00f3rcio\u00a0estuda meios para reduzir tarifa<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>O Cons\u00f3rcio Intermunicipal do Grande ABC estuda implantar a\u00e7\u00f5es que incentivem o uso do t\u00e1xi na regi\u00e3o. A coordenadora do Grupo de Trabalho de Mobilidade da entidade, Andrea Brisida, informa que os secret\u00e1rios municipais de transportes das sete cidades analisam meios para reduzir o valor da corrida. &#8220;Entre as solu\u00e7\u00f5es cogitadas est\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o de taxas e impostos para taxistas&#8221;, afirma. A desonera\u00e7\u00e3o diminuiria os gastos da categoria, possibilitando aliviar o tax\u00edmetro. Tamb\u00e9m s\u00e3o discutidas a aplica\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios e a padroniza\u00e7\u00e3o visual dos carros.<\/p>\n<p>A coordenadora informa que pretende levar a discuss\u00e3o ao Conselho de Desenvolvimento Metropolitano, para que as a\u00e7\u00f5es sejam tomadas em conjunto com a Capital e as demais cidades da Grande S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 extinguir a taxa adicional de 50% cobrada quando o ve\u00edculo na cidade de S\u00e3o Caetano cruza a divisa com outro munic\u00edpio. &#8220;Isso \u00e9 um absurdo. Esse \u00e9 um servi\u00e7o que tem car\u00e1ter intermunicipal, mas est\u00e1 sob regula\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios&#8221;, comenta a arquiteta e urbanista Silvana Zioni, professora da UFABC (Universidade Federal do ABC) e especialista em mobilidade urbana.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o Paulo tem uma diversidade cultural muito grande. Se a popula\u00e7\u00e3o do ABC frequenta bares na Capital, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que o t\u00e1xi seja municipal&#8221;, acrescenta Silvana.<\/p>\n<p>Para a professora, o uso do servi\u00e7o tamb\u00e9m est\u00e1 associado \u00e0 renda. Em S\u00e3o Caetano, por exemplo, existe um t\u00e1xi para cada 466 habitantes. Em Mau\u00e1, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de um para 3.135 pessoas.<\/p>\n<p>Segundo dados do Instituto de Pesquisas da USCS (<a href=\"http:\/\/www.encontrasaocaetano.com.br\/sao-caetano\/universidade-sao-caetano.shtml\" target=\"_blank\">Universidade Municipal de S\u00e3o Caetano do Sul)<\/a>, a cidade tem renda m\u00e9dia familiar de R$ 4.303. Em Mau\u00e1, o or\u00e7amento m\u00e9dio das fam\u00edlias \u00e9 44,06% mais baixo, chegando a R$ 2.407.<\/p>\n<p><em>Fonte: Di\u00e1rio do Grande ABC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grande ABC tem um t\u00e1xi para cada 1.703 habitantes. 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