{"id":1422,"date":"2013-04-08T00:20:21","date_gmt":"2013-04-08T03:20:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrasaocaetano.com.br\/noticias\/?p=1422"},"modified":"2013-08-12T12:43:21","modified_gmt":"2013-08-12T15:43:21","slug":"sao-caetano-na-onda-do-rugbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrasaocaetano.com.br\/noticias\/sao-caetano-na-onda-do-rugbi\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Caetano na onda do r\u00fagbi"},"content":{"rendered":"<p>Uma ideia, um grupo de amigos e muita for\u00e7a de vontade. A soma dos tr\u00eas ingredientes fez surgir em S\u00e3o Caetano o Tyrannus Rugby, composto por atletas que deixaram de lado esportes tradicionais como futebol e v\u00f4lei e se arrastam, literalmente, atr\u00e1s de uma bola oval. A equipe, fundada em 2011, ainda engatinha na quest\u00e3o estrutural, mas sonha grande, como\u00a0participar\u00a0efetivamente da montagem da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira nos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016, no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Parecia loucura quando Ronald Bittencourt voltou ao Brasil ap\u00f3s per\u00edodo na Inglaterra trazendo na\u00a0bagagem\u00a0o amor pelo r\u00fagbi. Na terra da rainha, onde a modalidade ocupa grande fatia nos notici\u00e1rios esportivos, ele havia composto o time do Cinque Ports, no qual aprendeu e se apaixonou. Uma liga\u00e7\u00e3o para Rodrigo Felipe e, pronto, estava formado o embri\u00e3o do Tyrannus. &#8220;Tinha essa vontade desde que voltei ao Brasil e conseguimos colocar em pr\u00e1tica&#8221;, comemora Ronald.<\/p>\n<p>Aos poucos, amigos e parentes se juntaram para conhecer mais da modalidade. Assim, o Tyrannus ganhou corpo e hoje conta com cerca de 20 atletas que treinam duas vezes por semana no Serc Santa Maria, em S\u00e3o Caetano. &#8220;Aqui \u00e9 um espa\u00e7o para fazer amigos e praticar r\u00fagbi. Queremos passar a filosofia do esporte para o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel&#8221;, enfatiza Ronald, lembrando que novos atletas, com ou sem experi\u00eancia, magro, gordo, alto ou baixo, pode se juntar ao time, bastando entrar em contato pelo\u00a0telefone\u00a099732-5955 ou pelo site tyrannusrugby.com.br.<\/p>\n<p>No time existem atletas experientes e outros que est\u00e3o entrando agora para a modalidade. Eduardo Tosello, por exemplo, viu pela primeira vez o esporte pela TV, procurou na Internet e, em poucos dias, j\u00e1 estava treinando no Tyrannus. &#8220;Era totalmente sedent\u00e1rio e o r\u00fagbi mudou a minha\u00a0vida. Hoje fa\u00e7o Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e estou me especializando&#8221;, conta ele, um dos mais baixos da equipe. &#8220;Como digo: r\u00fagbi uma vez, r\u00fagbi sempre&#8221;, completa Murillo Concei\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de S\u00e3o Caetano.<\/p>\n<p>Um dos principais mitos da modalidade \u00e9 que os praticantes sofrem com les\u00f5es. Os jogadores, por\u00e9m, garantem que isso n\u00e3o \u00e9 verdade. &#8220;Pratico r\u00fagbi h\u00e1 pelo menos cinco anos e nunca me machuquei s\u00e9rio. Os contatos s\u00e3o inevit\u00e1veis, mas \u00e9 um esporte no qual \u00e9 poss\u00edvel se controlar, sabemos exatamente o que est\u00e1 acontecendo com o jogo e d\u00e1 para se proteger. O que tem mesmo s\u00e3o os machucados pelas quedas, mas coisas simples&#8221;, ressalta Murillo.<\/p>\n<p>Consolidado e com campo para treinamento cedido em parceria com a <a href=\"http:\/\/www.encontrasaocaetano.com.br\/sao-caetano\/prefeitura-sao-caetano.shtml\" target=\"_blank\">Prefeitura de S\u00e3o Caetano<\/a>, o Tyrannus agora se prepara para os desafios da temporada. O sonho \u00e9 disputar os campeonatos estaduais e nacionais a partir de setembro, quando o t\u00e9cnico Ricardo Frederico Bonfante, que \u00e9 argentino, projeta o time mais bem estruturado.<\/p>\n<p><strong>Modalidade evolui rapidamente no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos, falar de r\u00fagbi no Brasil era assunto para especialistas. O esporte, muito difundido na Europa, era pouco conhecido no Pa\u00eds at\u00e9 2009, quando o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional incluiu a modalidade nos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016, no Rio de Janeiro, na categoria seven (jogado por sete atletas). Como sede, o Brasil ganhou vaga autom\u00e1tica e o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro exigiu a cria\u00e7\u00e3o de uma confedera\u00e7\u00e3o que pudesse receber verbas das leis de incentivo ao esporte.<\/p>\n<p>Rapidamente, a modalidade recebeu investidas de empresas privadas e passou a ganhar espa\u00e7o. A reposta do p\u00fablico foi quase que imediata, tanto que em 2012, em confronto v\u00e1lido pela repescagem sul-americana da eliminat\u00f3ria para a Copa do Mundo de 2015, o Brasil derrotou o Paraguai por 35 a 22, sob olhares de 7.000 torcedores no Est\u00e1dio Nicolau Alayon, em S\u00e3o Paulo, maior p\u00fablico da hist\u00f3ria do esporte no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em campo, a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira tamb\u00e9m tem evolu\u00eddo. Em tr\u00eas anos, o time masculino passou de 45\u00ba para 27\u00ba no ranking mundial, enquanto que as mulheres terminaram na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o no \u00faltimo Campeonato Mundial, realizado em Dubai, em 2009.<\/p>\n<p><strong>REGRAS<\/strong><br \/>\nO r\u00fagbi \u00e9 jogado em campo bem parecido com o de futebol na cidade de S\u00e3o Caetano e tem regras espec\u00edficas. O grande objetivo \u00e9 colocar a bola em formato oval na \u00e1rea chamada de gol na extremidade do campo, mas n\u00e3o vale chutar ou arremessar, \u00e9 preciso entrar com a bola nas m\u00e3os e colocar no ch\u00e3o para ser pontuado. Outra curiosidade \u00e9 que a bola s\u00f3 pode ser passada a companheiro que est\u00e1 tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Quem assiste pela primeira vez um jogo de r\u00fagbi se assusta com os inevit\u00e1veis contatos f\u00edsicos, chamados de placagem. S\u00f3 pode ser interceptado o jogador que estiver com a posse de bola e o contato tem que ser com as m\u00e3os, nunca com os membros inferiores.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica \u00e9 a reposi\u00e7\u00e3o de lateral, quando os times formam linhas paralelas e levantam os companheiros para tentar receber a bola no ar, em manobra conhecida como elevador.<\/p>\n<p><strong>Equipe conta com apoio de experiente dirigente carioca<\/strong><\/p>\n<p>O Tyrannus n\u00e3o \u00e9 mais um desses sonhos que se acabam juntamente com o entusiasmo dos fundadores. Para garantir boa estrutura e saber exatamente em qual terreno est\u00e3o pisando, os mandat\u00e1rios da equipe contam com conselhos de Ian Turnbull, 65 anos, ex-jogador e fundador do Niter\u00f3i R\u00fagby, um dos principais clubes do Pa\u00eds que, em dezembro, completa 40 anos.<\/p>\n<p>Filho de escoc\u00eas e com o r\u00fagbi correndo em suas veias desde crian\u00e7a, o carioca acompanha de perto cada passo do Tyrannus. Sabe como poucos que se consolidar na modalidade no Brasil \u00e9 muito complicado, mas ensina os atalhos para que o time n\u00e3o se perca no meio do caminho.<\/p>\n<p>&#8220;L\u00f3gico que tudo gira em torno do apoio da iniciativa privada. Todo in\u00edcio \u00e9 complicado, mas eles est\u00e3o indo na dire\u00e7\u00e3o certa. O importante \u00e9 ter uma base fixa para suportar as inevit\u00e1veis mudan\u00e7as e os entra e sai de jogadores. Estou aqui justamente para dar esse suporte neste come\u00e7o, porque sei como \u00e9 dif\u00edcil fazer r\u00fagbi no Brasil&#8221;, observa Ian.<\/p>\n<p><em>Fonte: Di\u00e1rio do Grande ABC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma ideia, um grupo de amigos e muita for\u00e7a de vontade. A soma dos tr\u00eas ingredientes fez surgir em S\u00e3o Caetano o Tyrannus Rugby, composto por atletas que deixaram de lado esportes tradicionais como futebol e v\u00f4lei e se arrastam, literalmente, atr\u00e1s de uma bola oval. 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